quinta-feira, 10 de abril de 2008

Mormons e outros que tais

O Texas tem vivido dias de intenso drama, na sequência do desmembramento de uma comunidade de Mormons.

Tudo começou quando uma jovem de 16 anos, de seu nome Sarah, fez um telefonema (na altura, anónimo) para as autoridades locais a denunciar casos de poligamia e abuxos sexuais de jovens adolescentes e crianças numa quinta situada em San Fernando, onde ela própria residia, o que levou a que a polícia decidisse invadir o local, prender os cabecilhas e pôr mais de 400 crianças sob a guarda directa do Estado, bem como as respectivas mães, retirando-as do seu habitat natural e colocando-as em abrigos e lares.

E, de facto, as histórias horripilantes que se têm vindo a descobrir sobre esta comunidade fechada sobre si mesma e completamente isolada do resto do mundo, são de arrepiar qualquer um.

Paralelamente, dada a imensa publicidade que o caso tem tido nos media, várias pessoas têm vindo à tv ora fazer a apologia da poligamia ora exigir a sua condenação, e, por isso, algumas mulheres - principalmente fugidas de comunidades do género, onde foram criadas em poligamia, mas também algumas que escolheram viver nesse regime - têm sido entrevistadas e têm contado as suas histórias de vida. E, de facto, é outro mundo... um mundo que, no mínimo, nos faz arrepiar da cabeça aos pés quando confrontados com histórias dramáticas como esta.

terça-feira, 8 de abril de 2008

TÁXIS

Uma das marcas mais características dos States...

Aqui em Chicago, como noutras cidades dos EUA, os táxis encontram-se um pouco por todo o lado: em cada esquina, em cada rua, à porta dos prédios, nos sítios mais recônditos. Ainda por cima não são particularmente caros, por isso transformaram-se rapidamente num dos meios de transporte preferidos dos americanos, em geral (e um dos primeiros hábitos que “apanhei” nestes quase, quase 6 meses – lá está... em Roma, sê romano...).

De facto, é tão conveniente que é difícil resistir a esticar o braço e chamar os “amarelinhos” (nem sempre amarelos, mas isso agora também não interessa nada), ainda para mais quando as distâncias são todas razoavelmente pequenas, dentro da cidade, e, por isso, o gasto na carteira parece não ter grande expressão.

Para além disso, há algumas particularidades nos táxis americanos a que eu acho piada, tais como:

- Os condutores são todos estrangeiros, normalmente de países muçulmanos (mas ainda não apanhei nenhum de turbante), médio oriente e/ou europa de leste e estão sempre a falar ao telemóvel numa língua totalmente imperceptível – aqui raramente é preciso fazer “conversa de chacha” com os motoristas, porque eles estão sempre ocupados e nem querem saber de nós;

- Usam a luz acesa (o sinal luminoso, em cima do carro) quando estão disponíveis e a luz apagada quando têm clientes;

- Não cobram suplemento por levar malas na bagagem (nunca percebi esse conceito!) mas, em geral, cobram 50 cêntimos por cada “cabeça” no táxi;

- Deixam levar 5 pessoas no táxi, o que dá muito jeito para sair à noite em grupo e poupar uns trocos;

- Apitam à noite quando passam por nós na rua, para os “vermos” e sabermos que estão livres (esta é uma das minhas preferidas... no início apanhava cada susto na rua! Até estranhei que isso não fosse considerado assédio sexual, para os padrões – falsamente moralistas - dos americanos!);

- Encontram-se sempre táxis parados à porta de grandes prédios residenciais, à espera de clientes (um destes dias estava um amigo a comentar que nessa semana teve de sair de casa às 4h30 da manhã para ir trabalhar, durante 2 dias seguidos, e de ambas as vezes tinha táxis “estacionados” à porta como se de um hotel se tratasse) –isso também acontece no meu prédio, razão pela qual os táxis se tornam tão atractivos e convenientes.

E por último...

Imaginem que estão em pleno inverno chicaguense e precisam de táxi para ir para qualquer sítio, por ex., à noite... ficar parado à porta do prédio de braço esticado à espera de táxi não é opção (o braço congela na hora! e o táxi, no meio da escuridão, provavelmente não se aperceberá), por isso, em alternativa a ligar para o rádiotáxis cá do sítio, basta pedir ao porteiro do prédio que ligue a "cab light", uma lâmpada intermitente colocada do lado de fora do edifício que vai apagando e acendendo em forma de sinal para chamar os táxis que andam na zona.

Mais conveniente que isto é difícil, porque permite ficar no quentinho, dentro do edifício, à espera do táxi, mas por norma isto só existe em prédios predominantemente residenciais ou similares, pelo que quando se regressa de um bar ou de uma disco tem mesmo de se esticar o braço e ficar à espera de táxi para ir para casa...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Passado vs Futuro

O passado (o burro e a "carroça") no presente e o símbolo do pecado original enquanto marca do futuro tecnológico...


Spring

Agora que a Primavera começa a dar o seu ar de graça...



Chicago mostra uma luminosidade (encantadora) própria.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Patio in now open

Um dos restaurantes mais famosos da cidade, situado a cerca de 2 quarteirões da minha casa (e a caminho da "minha" paragem de autocarro) ostenta orgulhosamente, desde o início do mês, a seguinte tabuleta:

PATIO IS NOW OPEN

E, de facto, cadeiras e mesas foram colocadas no passeio, criando uma verdadeira esplanada onde antes havia apenas um local de passagem.

Considerando que as temperaturas ainda mal atingem os 2 dígitos positivos (e estou a referir-me às temperaturas máximas...), ainda achei que era uma piada de Abril...

Mas não... O "pátio" lá continua, no seu esplendor, indiferente ao frio e ao vento (e à chuva, de vez em quando) e à ausência de clientela outdoor, esperando pacientemente o momento em que filas e filas se farão para poder gozar um pouco do seu espaço.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

April Fools

No dia das mentiras (aqui conhecido por April Fools), lá rumei de novo para o United Center, para mais uma derrota, ao vivo, dos Chicago Bulls, desta vez contra os Bolton Celtics, uma das melhores equipas do campeonato.



Safou-se o pôr-do-sol (da pouca luz que se fez viva no dia cinzentão de ontem) reflectido no skyline da cidade, à chegada ao estádio...

Planos de Viagem

Depois do fds em S. Francisco, seguem-se:

- Seattle no fim deste mês;
- NY no final de Maio (3 dias de reunião de grupo + 3 dias de completo lazer);
- Washington (DC, para os amigos) para os festejos do 4 de Julho.

O mês de Junho vai ser reservado para as visitas, para visionamento dos jogos do EURO (sempre que o fuso horário o permitir) e para os inúmeros festivais de música (gospel, blues...entre outros) e outras actividades culturais que vão ter lugar na cidade de Chicago.