segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vertente Cultural


Washington é a cidade da "monumentalidade", dos edifícios públicos majestosos, cheios de colunas gigantes, altos tectos e fachadas imponentes.

Mas é também a sede da Smithsonian Institution, um complexo cultural/científico que alberga a maior colecção de museus do mundo (19, no seu total) - alguns deles estarão, sem surpresa, entre os melhores do mundo -, 9 centros de pesquisa e ainda um Zoo. E, pasmem-se, todos os museus que pertencem a este complexo são inteiramente GRATUITOS!

Esta fundação deve o seu nome a um cientista inglês chamado James Smithson que, apesar de nunca ter posto os pés no continente americano, deixou toda a sua enorme fortuna a este país para "a divulgação do conhecimento".

Depois de muita hesitação, decidimos explorar o Air and Space Museum e o Native American Museum, qualquer um deles de grande qualidade. Ah, e neste último decidimos, por acaso, explorar o restaurante do museu (a fome apertava), e descobrimos que o mesmo serve refeições indígenas! Foi a loucura! Difícil foi a escolha...

Washington no seu melhor

Washington é internacionalmente conhecida enquanto capital dos EUA e, consequentemente, é a sede de edifícios mundialmente famosos como a Casa Branca e o Congresso americano.



Para além disso, quem nunca viu imagens cinematográficas do Washington Monument ou do Lincoln Memorial? Abraham Lincoln foi o Presidente americano que pôs fim à escravatura nos EUA, mas nem assim - ou talvez mesmo por isso - se livrou de ser apelidado do Presidente americano mais odiado de todos os tempos.

Lincoln Memorial em cima e em baixo à esquerda; Washington Monument em baixo à direita.

Ah, e já agora... quando vos falarem do National Mall, não pensem que é um centro comercial gigante (ou seja, o Colombo lá do sítio)... É uma importantíssima artéria da cidade (que vai até ao Lincoln Memorial), cheia de árvores e "memorials" de guerra e um espelho de água pelo meio... Aqui ficam alguns exemplos.


Em homenagem aos soldados que combateram na Coreia...


Em homenagem às vidas perdidas na 2ª Guerra Mundial...

Washington, D.C.

Capital dos States, Washington, D.C. (District of Columbia) deve o seu nome a George Washington (o 1º Presidente dos EUA) e a Cristóvão Colombo.

Reza a história que várias cidades americanas (incluindo Filadélfia e Baltimore) serviram como capital dos EUA desde a Independência, mas finalmente o Congresso decidiu-se por Washington, na altura pouco mais que um pântano entre os rios Potomac e Anacostia, perto da casa de George Washington.

Washington (mais conhecida por D.C., já que Washington designa quer a capital dos EUA quer o Estado onde se situa Seattle, do outro lado do território americano), goza de um regime político especialíssimo, já que não é um verdadeiro Estado - o District de Columbia não é mais do que um enclave federal, dependendo directamente da estrutura federalista.

Consequentemente, os residentes de Washington apenas ganharam o direito a votar em eleições presidenciais em 1961; depois de uma longa e árdua luta, a cidade ganhou também o direito a ter representantes no Congresso, à semelhança dos outros Estados, mas aos quais não é reconhecido o dinheiro de voto.

Por essa razão, as placas dos carros em Washington reproduzem (mais ou menos) o slogan usado contra os ingleses no séc. XVIII – Taxation without representation – tentando sensibilizar o resto do país para a situação peculiar (e extremamente irónica, diria eu) da capital (da política) dos EUA.


Diz-se que, a curto/médio prazo, a bandeira americana terá de ser alterada para passar a ter 51 estrelas, representando devidamente Washington ao lado dos outros Estados.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Resgate Colombiano

Enquanto Portugal dorme, preparo a mala para ir festejar o 4 de Julho a Washington e observo lá fora o movimento rápido das nuvens a prepararem mais uma daquelas tempestades tropicais tão típicas de Chicago (quem diria!). Ah, e maravilho-me com a reportagem da CNN, all night long, sobre o resgate colombiano.

Maravilho-me com o facto de conseguirem passar horas e horas a falar de um país que não é o deles (de vez em quando fala-se do Iraque, uma vez por outra do resto do Médio Oriente, o Reino Unido vem, por vezes, à baila);

Maravilho-me com o facto de, de um momento para o outro, conseguirem montar toda a história do resgate, entrevistar as famílias dos ex-reféns, falar com vários ex-reféns de outros cenários para transmitir informações (mais) precisas sobre a situação, chegar à fala com o ministro colombiano, o embaixador americano na Colômbia e meio FBI em tão pouco tempo;

Mas, principalmente... maravilho-me com o facto de, ainda assim, conseguirem transmitir a ideia de que o papel principal é deles – foram eles que forneceram informações preciosas ao governo colombiano sobre o local dos reféns, foi o equipamento deles que fez a diferença, foram eles que supervisionaram a operação e que, no fundo, permitiram que a libertação ocorresse.

E claro que o facto dos 2 principais entrevistados (e directamente envolvidos na operação) - o ministro colombiano e o embaixador americano na Colômbia – terem expressamente referido, mais do que uma vez, que a operação foi arquitectada, treinada, montada e executada exclusivamente pelos colombianos (e que os States foram apenas envolvidos nas últimas 2 semanas por motivos de coordenação) não foi motivo suficente para mudar o discurso de agentes do FBI entrevistados e jornalistas / comentadores, que sempre que podiam lá referiam o papel fundamental dos EUA nisto tudo...

A minha nova coqueluche



Um destes dias dediquei umas horitas do meu (normalmente muito preenchido) tempo a escolher uma nova máquina fotográfica e o resultado é tão surpreendentemente bom que já várias pessoas, depois de terem vistos as minhas mais recentes fotos (em movimento), me disseram que eu devia ser fotógrafa profissional! :-)

Mas não, não é só talento pessoal... muito destes elogios são, no fundo, devidos à máquina!

Pride Parade

A maior atracção deste domingo, por terras do tio Sam, não foi a final do Euro (merecidamente ganha pela Espanha, tenho de admitir, apesar de - muito - contrariada).


Chicago saiu à rua em peso para ver... a Gay Parade.


E nós também fomos, claro. Ninguém (político ou marca) quis deixar de se associar ao evento, pelo que a parade se prolongou e prolongou...
PS - Entretanto começou a chover e acabámos por ir para um bar ver a 2ª parte do jogo do Euro.

terça-feira, 1 de julho de 2008

E ainda...

O museu da indústria e ciência cativou-nos do início ao fim, entre a mina de carvão subterrânea (até andámos naqueles "comboios" debaixo de terra), o submarino alemão capturado em segredo durante a 2ª Guerra Mundial pelos americanos e "arrastado" até Chicago no fim da guerra, o avião da United, os pintaínhos (literalmente) a nascerem à frente dos nossos olhos, os carros, comboios, coches e um monte de outras coisas que só mesmo vendo...




No final, nada melhor do que um cheesecake e uns drinks num dos edifícios mais carismáticos (e altos) de Chicago, a apreciar a vista do lounge no 96º andar...