Caros leitores,
Este blog fecha durante uns dias para umas merecidas férias nesse paraíso chamado Havai.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Health Care
E foi desta!
Foi desta que a reforma do sistema de saúde americano foi aprovada, depois de muitos adiamentos, discussões e artimanhas (a última das coisas foi fazer aprovar a lei sem a mesma ter ido a votação, já que não estavam reunidos os votos necessários para se conseguir a sua aprovação).
Confesso que tenho alguma curiosidade em perceber as principais diferenças entre a proposta inicial da administração Obama e a lei que foi ontem aprovada - muita coisa ficou pelo caminho numa tentativa de procurar o consenso entre democratas e republicanos, sob pena de tudo ficar, uma vez mais, na mesma.
Certo é que as seguradoras vão ver a sua acção reduzida no âmbito da nova lei - por ex, vão deixar de poder recusar seguro de saúde a quem tem certos antecedentes médicos (e não estamos a falar de doenças gravíssimas, que justificassem a recusa - basta sofrer de alergias sazonais para, actualmente, se poder ver negado o direito a um seguro de saúde!) e vão sofrer mais restrições na fixação dos montantes das apólices, apesar de poderem compensar tal inconveniente com o facto de passarem a ter mais clientes (inclusive, uma das medidas a ser implementada daqui a uns 3 ou 4 anos é a possibilidade de aplicação de multas a quem não tiver seguro de saúde).
Os registos médicos dos pacientes, por outro lado, vão ser centralizados / controlados (?) a nível federal, por forma a também tentar combater o excesso de exames desnecessários (com custos elevados) pedidos pelos médicos.
Curiosamente, apesar de todas estas medidas me parecerem justas (e só pecam pela sua tardia implementação), 2 dos principais cavalos de batalha dos republicanos são, precisamente, o facto do governo passar a ter acesso à informação confidencial do cadastro médico de cada um de nós (Meu Deus, que tragédia!) e o facto de a nova lei implementar a obrigatoriedade do seguro de saúde - o que viola a liberdade de escolha de cada um, dizem, porque quem não pretende ter seguro de saúde não pode ser obrigado a tal! (sempre gostava de saber quantas pessoas quererão ser abrangidas por este "direito" de abdicar de ter um seguro de saúde, num país em que qualquer doença da treta deixa o orçamento familiar à beira da ruptura).
Apesar da aprovação da reforma, a história não acaba aqui - os republicanos continuam a tentar fazer aprovar alterações à lei, alguns políticos democratas (e respectivas famílias) estão sob ameaça (os últimos dias têm sido especialmente tensos, dentro e fora do Parlamento), alguns procuradores gerais já vieram dizer que se preparam para pedir a inconstitucionalidade da lei, etc.
Foi desta que a reforma do sistema de saúde americano foi aprovada, depois de muitos adiamentos, discussões e artimanhas (a última das coisas foi fazer aprovar a lei sem a mesma ter ido a votação, já que não estavam reunidos os votos necessários para se conseguir a sua aprovação).
Confesso que tenho alguma curiosidade em perceber as principais diferenças entre a proposta inicial da administração Obama e a lei que foi ontem aprovada - muita coisa ficou pelo caminho numa tentativa de procurar o consenso entre democratas e republicanos, sob pena de tudo ficar, uma vez mais, na mesma.
Certo é que as seguradoras vão ver a sua acção reduzida no âmbito da nova lei - por ex, vão deixar de poder recusar seguro de saúde a quem tem certos antecedentes médicos (e não estamos a falar de doenças gravíssimas, que justificassem a recusa - basta sofrer de alergias sazonais para, actualmente, se poder ver negado o direito a um seguro de saúde!) e vão sofrer mais restrições na fixação dos montantes das apólices, apesar de poderem compensar tal inconveniente com o facto de passarem a ter mais clientes (inclusive, uma das medidas a ser implementada daqui a uns 3 ou 4 anos é a possibilidade de aplicação de multas a quem não tiver seguro de saúde).
Os registos médicos dos pacientes, por outro lado, vão ser centralizados / controlados (?) a nível federal, por forma a também tentar combater o excesso de exames desnecessários (com custos elevados) pedidos pelos médicos.
Curiosamente, apesar de todas estas medidas me parecerem justas (e só pecam pela sua tardia implementação), 2 dos principais cavalos de batalha dos republicanos são, precisamente, o facto do governo passar a ter acesso à informação confidencial do cadastro médico de cada um de nós (Meu Deus, que tragédia!) e o facto de a nova lei implementar a obrigatoriedade do seguro de saúde - o que viola a liberdade de escolha de cada um, dizem, porque quem não pretende ter seguro de saúde não pode ser obrigado a tal! (sempre gostava de saber quantas pessoas quererão ser abrangidas por este "direito" de abdicar de ter um seguro de saúde, num país em que qualquer doença da treta deixa o orçamento familiar à beira da ruptura).
Apesar da aprovação da reforma, a história não acaba aqui - os republicanos continuam a tentar fazer aprovar alterações à lei, alguns políticos democratas (e respectivas famílias) estão sob ameaça (os últimos dias têm sido especialmente tensos, dentro e fora do Parlamento), alguns procuradores gerais já vieram dizer que se preparam para pedir a inconstitucionalidade da lei, etc.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Aventura a bordo de um avião
No domingo, no regresso de NY, a United decidiu fazer o upgrade (gratuito) do meu bilhete para 1ª classe! A minha primeira viagem em 1ª classe, que excitex!
Foi um vôo que começou como todos os outros (excepto o atendimento personalizado da 1ª classe, claro!) - os passageiros embarcaram, o piloto e a tripulação deram as boas-vindas a todos, os motores foram ligados e lá levantámos vôo.
E subimos, subimos, subimos, subimos... E os meus ouvidos não paravam de estalar, num incómodo constante. Finalmente lá foi dado o sinal de que tínhamos atingido os 10 mil pés de altitude e as hospedeiras levantaram-se e começaram a tratar das bebidas. Por diversas vezes pensei que parecia que íamos relativamente devagar, e a voar baixinho, mas pensei que fosse pelo facto do avião ser um daqueles pequenotes.
Já íamos no ar há uns bons 30 minutos quando o piloto anuncia que temos um problema - não conseguem pressurizar o avião (nem perceber a que se deve o problema), o que significa que não temos outra hipótese senão voltar para trás, já que sem a pressurização do avião não é possível atingir a altitude (e a velocidade) normal de vôo, e o avião não tem combustível suficiente para a viagem nestas condições.
Confesso que tremi... Não é uma sensação muito agradável, perceber que se está trancado num avião, sem escapatória possível, e que algo está a correr mal (ainda para mais sem ninguém saber bem o que está a provocar a falha no sistema). Voltámos para trás, aterrámos novamente no aeroporto de NY (entretanto já aquele terminal tinha fechado e não se via viva-alma), e foram chamados os engenheiros.
No meio disto tudo, tivémos sorte - o problema deveu-se apenas a uma porta do porão mal fechada (que estava a permitir a circulação indesejada de ar), e como foi diagnosticado logo nos primeiros testes, foi possível retomar a viagem (desta vez sem incidentes) e chegar a Chicago com um atraso de (apenas) 2 horas (que é, basicamente, o tempo de viagem normal de Chicago a NY).
E para terem uma ideia de como as empresas americanas não brincam em serviço quando se trata de serviço ao cliente... ainda eu nem tinha aterrado em Chicago e já a United me tinha enviado um email a pedir desculpa pelo sucedido e a oferecer-me uma de 3 compensações possíveis (acabei por escolher um voucher de 200 dólares). Assim vale a pena!
Foi um vôo que começou como todos os outros (excepto o atendimento personalizado da 1ª classe, claro!) - os passageiros embarcaram, o piloto e a tripulação deram as boas-vindas a todos, os motores foram ligados e lá levantámos vôo.
E subimos, subimos, subimos, subimos... E os meus ouvidos não paravam de estalar, num incómodo constante. Finalmente lá foi dado o sinal de que tínhamos atingido os 10 mil pés de altitude e as hospedeiras levantaram-se e começaram a tratar das bebidas. Por diversas vezes pensei que parecia que íamos relativamente devagar, e a voar baixinho, mas pensei que fosse pelo facto do avião ser um daqueles pequenotes.
Já íamos no ar há uns bons 30 minutos quando o piloto anuncia que temos um problema - não conseguem pressurizar o avião (nem perceber a que se deve o problema), o que significa que não temos outra hipótese senão voltar para trás, já que sem a pressurização do avião não é possível atingir a altitude (e a velocidade) normal de vôo, e o avião não tem combustível suficiente para a viagem nestas condições.
Confesso que tremi... Não é uma sensação muito agradável, perceber que se está trancado num avião, sem escapatória possível, e que algo está a correr mal (ainda para mais sem ninguém saber bem o que está a provocar a falha no sistema). Voltámos para trás, aterrámos novamente no aeroporto de NY (entretanto já aquele terminal tinha fechado e não se via viva-alma), e foram chamados os engenheiros.
No meio disto tudo, tivémos sorte - o problema deveu-se apenas a uma porta do porão mal fechada (que estava a permitir a circulação indesejada de ar), e como foi diagnosticado logo nos primeiros testes, foi possível retomar a viagem (desta vez sem incidentes) e chegar a Chicago com um atraso de (apenas) 2 horas (que é, basicamente, o tempo de viagem normal de Chicago a NY).
E para terem uma ideia de como as empresas americanas não brincam em serviço quando se trata de serviço ao cliente... ainda eu nem tinha aterrado em Chicago e já a United me tinha enviado um email a pedir desculpa pelo sucedido e a oferecer-me uma de 3 compensações possíveis (acabei por escolher um voucher de 200 dólares). Assim vale a pena!
terça-feira, 23 de março de 2010
St Paddy's (again!)
Este ano fartei-me de festejar o St. Patrick's!
Tudo começou no sábado, dia 13, com o rio Chicago a ser pintado de verde (ver fotos abaixo) e a maratona de cervejas nos bares irlandeses (este ano decidi saltar a parte do desfile, mas piquei o ponto em tudo o resto!).
Depois, no próprio dia do santo (Março 17, 4f), o escritório organizou um pequeno evento com direito a cerveja verde (só me dei ao trabalho de tentar beber essa mistela horrorosa no meu primeiro ano em Chicago) - foi uma tarde animada, entre networking, snacks salgados e bebidas (e pouco trabalho, naturalmente).
Na 6f fui ao jogo dos Chicago Bulls e o tema da noite era... St. Patrick's! Os Bulls jogaram vestidos de verde, cada espectador recebia uma t-shirt verde à chegada do estádio (XXL, naturalmente), havia luzes verdes por todo o lado...
E quando me parecia que já bastava... quase fiquei retida em Greenwich (no estado de Connecticut, nos arredores de NY) no domingo por causa do desfile de St Patrick's!
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Por esta altura já me sinto mais irlandesa do que os próprios irlandeses!
Tudo começou no sábado, dia 13, com o rio Chicago a ser pintado de verde (ver fotos abaixo) e a maratona de cervejas nos bares irlandeses (este ano decidi saltar a parte do desfile, mas piquei o ponto em tudo o resto!).
Depois, no próprio dia do santo (Março 17, 4f), o escritório organizou um pequeno evento com direito a cerveja verde (só me dei ao trabalho de tentar beber essa mistela horrorosa no meu primeiro ano em Chicago) - foi uma tarde animada, entre networking, snacks salgados e bebidas (e pouco trabalho, naturalmente).
Na 6f fui ao jogo dos Chicago Bulls e o tema da noite era... St. Patrick's! Os Bulls jogaram vestidos de verde, cada espectador recebia uma t-shirt verde à chegada do estádio (XXL, naturalmente), havia luzes verdes por todo o lado...
E quando me parecia que já bastava... quase fiquei retida em Greenwich (no estado de Connecticut, nos arredores de NY) no domingo por causa do desfile de St Patrick's!
Por esta altura já me sinto mais irlandesa do que os próprios irlandeses!
segunda-feira, 22 de março de 2010
NY é sempre NY
Com a desculpa de ir ver a exposição do Tim Burton no MOMA (que, aliás, adorei), fui passar o fim-de-semana a NY e Connecticut (acrescentei mais um Estado à minha lista!). Estava um tempo espectacular (sendo que em Chicago nevava, chovia, e fazia um frio de rachar devido à passagem de uma qualquer frente fria).
Aqui ficam algumas fotos da cidade mais fotografada do mundo.


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Aqui ficam algumas fotos da cidade mais fotografada do mundo.
domingo, 21 de março de 2010
Chicago Bulls
Com metade da equipa lesionada (ainda por cima, a metade que interessa!), os Bulls deram o seu melhor contra os Cleveland Cavaliers (uma das melhores equipas do campeonato) na 6f e conseguiram perder com dignidade.
Pena que a época esteja a ser tão instável... ora ganham uns quantos jogos de seguida, ora perdem durante semanas. Ainda assim, é sempre um bom espectáculo.
PS - O gentleman em evidência nas fotos abaixo é a "estrela" Lebron James, um dos mais famosos (e talentosos) jogadores do momento (infelizmente, joga na equipa de Cleveland).
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Pena que a época esteja a ser tão instável... ora ganham uns quantos jogos de seguida, ora perdem durante semanas. Ainda assim, é sempre um bom espectáculo.
PS - O gentleman em evidência nas fotos abaixo é a "estrela" Lebron James, um dos mais famosos (e talentosos) jogadores do momento (infelizmente, joga na equipa de Cleveland).
sexta-feira, 19 de março de 2010
Alice in Wonderland
Um destes dias fui ver o novo filme do Tim Burton, Alice no País das Maravilhas, em 3D.
Confesso que a expectativa era bastante grande e, talvez por isso, não fiquei particularmente bem impressionada com o filme. Vale a pena ver, obviamente, mas não me encheu completamente as medidas. E nem o facto de ser em 3D abonou a seu favor - não fiquei muito convencida que o fenómeno 3D tivesse um grande impacto positivo neste filme.
Seja como for, o objectivo desta coluna é explicar-vos o quão chocada fiquei quando, no fim do filme, vi sair da sala de cinema um casal... com uma filha que não podia ter mais de 2 anos!
Tal facto fez-me lembrar um artigo de opinião que tinha lido um destes dias (a propósito da estreia do Avatar em Portugal) de um pediatra que se manifestava contra a ideia dos pais levarem crianças pequenas a ver o filme em 3D.
Na altura, confesso, até cheguei que era uma coisa meio disparatada - mas quem é que leva crianças pequenas a ver este género de filmes?, pensei eu, ainda para mais em 3D. Claro que deve haver imensa gente que o faz, efectivamente, mas a ideia nunca me tinha ocorrido (imagino que o facto de não ter criançada lá em casa tenha contribuído um pouco para eu nunca ter pensado muito nestas coisas).
E esta semana lá vejo uma criancinha de 2 anos a ver a Alice... que, primeiro que tudo, não é apropriado para crianças (que tal a Dora a Exploradora e coisas que tais mais educativas?) e, ainda por cima, é em 3D!
Verdade seja dita que a pequena até se portou bem durante as 2h de filme, o que, só por si, com aquela idade, nunca é bem um dado garantido (mais uma razão para os pais não os levarem tão pequenitos ao cinema). Ainda assim, parece-me que o programa familiar escolhido foi completamente desajustado. Que raio de ideia!
Confesso que a expectativa era bastante grande e, talvez por isso, não fiquei particularmente bem impressionada com o filme. Vale a pena ver, obviamente, mas não me encheu completamente as medidas. E nem o facto de ser em 3D abonou a seu favor - não fiquei muito convencida que o fenómeno 3D tivesse um grande impacto positivo neste filme.
Seja como for, o objectivo desta coluna é explicar-vos o quão chocada fiquei quando, no fim do filme, vi sair da sala de cinema um casal... com uma filha que não podia ter mais de 2 anos!
Tal facto fez-me lembrar um artigo de opinião que tinha lido um destes dias (a propósito da estreia do Avatar em Portugal) de um pediatra que se manifestava contra a ideia dos pais levarem crianças pequenas a ver o filme em 3D.
Na altura, confesso, até cheguei que era uma coisa meio disparatada - mas quem é que leva crianças pequenas a ver este género de filmes?, pensei eu, ainda para mais em 3D. Claro que deve haver imensa gente que o faz, efectivamente, mas a ideia nunca me tinha ocorrido (imagino que o facto de não ter criançada lá em casa tenha contribuído um pouco para eu nunca ter pensado muito nestas coisas).
E esta semana lá vejo uma criancinha de 2 anos a ver a Alice... que, primeiro que tudo, não é apropriado para crianças (que tal a Dora a Exploradora e coisas que tais mais educativas?) e, ainda por cima, é em 3D!
Verdade seja dita que a pequena até se portou bem durante as 2h de filme, o que, só por si, com aquela idade, nunca é bem um dado garantido (mais uma razão para os pais não os levarem tão pequenitos ao cinema). Ainda assim, parece-me que o programa familiar escolhido foi completamente desajustado. Que raio de ideia!
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