Este post é dedicado aos meus amigos brasileiros!
Uma das muitas (boas) experiências americanas tem sido conviver (de novo), no dia-a-dia, com pessoas de outros países. E, entre elas, os brasileiros têm tido um destaque cada vez maior - é que se conhece um, e logo se conhecem mais uns quantos!
Não que a convivência com brasileiros tenha sido uma completa 1ª vez para mim - durante grande parte da secundária, o brasileiro (vindo do Brasil, estava mesmo a pedi-las!) fez parte do nosso grupo. Mas agora, olhando para trás, percebo que ele era bem mais português do que o crédito que lhe dávamos.
É que, entretanto, passei a conviver com brasileiros de gema, daqueles que sempre viveram no Brasil antes de se mudarem (temporariamente ou não) para os States. E tem sido um fartote de rir com as diferenças de linguagem.
Tomemos, como exemplo, os meios de transporte. O autocarro é ônibus, o comboio é trem, o eléctrico é bonde, a carrinha é van! E enquanto que em PT toda a gente sabe o que é um ônibus, os brasileiros, em geral, não fazem a mínima ideia das "nossas" palavras, o que torna hilariante qualquer primeira conversa entre um tuga e um brasileiro!
Mas isto é só o começo das dificuldades... é que o empregado é garçon, a mesa-de-cabeceira é criado-mudo (esta, então, só tem em comum o facto de também ser uma palavra composta!) e os miúdos são (só) partes internas dos animais (experimentem dizer à frente de um brasileiro que vão buscar os miúdos à escola!).... E nacionalidades? De chorar a rir! Os canadianos são canadenses e os polacos são polaneses!
E quando está vento? Está um dia ventoso (em Portugal) ou venta muito (no Brasil) - eles conjugam o verbo ventar (que nós não temos) e nós usamos a palavra ventoso (que eles não têm). Mas para arrancar gargalhadas dos brasileiros... não há nada como o "fixe" e o "giro"! O que eles deliram com estas palavras! E nós gozamos com o legal deles, claro está!
E antes de terminar este texto, mais uma curiosidade... sabiam que há partes (do sul) do Brasil que até usam o "tu" em vez do "você"? Mas depois (desilusão!) conjugam o verbo na 3ª pessoa do singular, estilo "tu vai à escola?". Dá logo vontade de corrigir.
E por falar em escola, mais uma diferença interessante... nós temos anos (5º ano, 6º ano) e eles têm séries (5ª série, 6ª série). Mas como isto dos vários graus académicos muda, inevitavelmente, de país para país, até nem fiquei muito admirada. Aliás, ainda hoje estava a ler uma notícia sobre uma prof portuguesa de uma Escola Básica e fiquei a pensar que já nem em relação ao meu país percebo estes "títulos" de escolas! Que raio de coisa é uma escola básica? E por oposição a quê? Escolas complexas?
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O simples acto de lavar as mãos - Parte II
Toda a gente sabe que o Michael Jackson é (entre outras coisas) germofóbico, vivendo obcecado por proteger-se numa redoma de vidro tanto quanto possível, evitando ao máximo o contacto com o mundo exterior. O que talvez nunca se tenham apercebido é que esta é uma característica muito típica dos americanos (normalmente não em grau tão exagerado, valha-nos isso!). Característica essa que só se veio agravar com a hipótese de pandemia no ar...
De facto, um dos produtos que mais saída deve ter nos States são aqueles pequenos frasquitos de hand sanitizer que se vendem a torto e direito em todos os supermercados e drogarias (drogaria versão americana, claro está...).
Hand sanitizers são frascos que contêm um gel desinfectante que se dissolve nas mãos (após umas esfregadelas) e que servem para limpar as mãos sem recurso a água ou a sabão (tipo aquelas toalhitas perfumadas dos aviões que nos dão após as refeições, mas em versão gel). Na prática, os americanos usam este gel em qualquer situação - imediatamente após acabaram de jantar num restaurante (quando ainda estão sentados na própria mesa), quando têm de tocar em qualquer superfície exterior... e estão plenamente convencidos que aquilo mata 99,9% dos germes (é a força da publicidade)! Aliás, a minha empresa tem uns quantos frascos desses espalhados pelos vários corredores, para serem usados pelos empregados (e já tinha antes da gripe suína!).
Isto a propósito da entrevista da Jamie Lee Curtis ao Jay Leno uma destas noites, em que ela confessava que tinha completo pavor a germes e que andava sempre a esfregar as mãos nesse gel.
E isto também a propósito da secção dos hand sanitizers nos supermercados, já de si ridiculamente (para uma tuga como eu) grande em condições normais, ter aumentado desproporcionalmente desde que começou a campanha da lavagem das mãos como meio de combate da gripe suína. E novos produtos e formatos que apareceram recentemente para cobrir todos os mercados possíveis - já havia frascos de vários tamanhos e feitios para caber nas várias das senhoras, mas agora até há formato-caneta, tipo desinfecção de emergência...!
E isto também a propósito de se ter passado a evitar qualquer contacto entre as pessoas - as equipas deixaram de apertar as mãos dos adversários antes dos jogos, os porteiros de alguns prédios deixaram de aceitar qualquer contacto físico (excepto se a pessoa passar o tal gel nas mãos, razão pela qual lá está sempre um frasquito em cima do balcão de atendimento), nos restaurantes viam-se pessoas que não queriam cumprimentar os amigos para evitar contacto físico (mas depois jantavam frente-a-frente)... Enfim, no início desta histeria houve de tudo... Um destes dias até fui a um museu e havia uns hand sanitizers espalhados por aqui e por ali, para as pessoas usarem livremente enquanto circulavam a ver as exposições...!
De facto, um dos produtos que mais saída deve ter nos States são aqueles pequenos frasquitos de hand sanitizer que se vendem a torto e direito em todos os supermercados e drogarias (drogaria versão americana, claro está...).
Hand sanitizers são frascos que contêm um gel desinfectante que se dissolve nas mãos (após umas esfregadelas) e que servem para limpar as mãos sem recurso a água ou a sabão (tipo aquelas toalhitas perfumadas dos aviões que nos dão após as refeições, mas em versão gel). Na prática, os americanos usam este gel em qualquer situação - imediatamente após acabaram de jantar num restaurante (quando ainda estão sentados na própria mesa), quando têm de tocar em qualquer superfície exterior... e estão plenamente convencidos que aquilo mata 99,9% dos germes (é a força da publicidade)! Aliás, a minha empresa tem uns quantos frascos desses espalhados pelos vários corredores, para serem usados pelos empregados (e já tinha antes da gripe suína!).
Isto a propósito da entrevista da Jamie Lee Curtis ao Jay Leno uma destas noites, em que ela confessava que tinha completo pavor a germes e que andava sempre a esfregar as mãos nesse gel.
E isto também a propósito da secção dos hand sanitizers nos supermercados, já de si ridiculamente (para uma tuga como eu) grande em condições normais, ter aumentado desproporcionalmente desde que começou a campanha da lavagem das mãos como meio de combate da gripe suína. E novos produtos e formatos que apareceram recentemente para cobrir todos os mercados possíveis - já havia frascos de vários tamanhos e feitios para caber nas várias das senhoras, mas agora até há formato-caneta, tipo desinfecção de emergência...!
E isto também a propósito de se ter passado a evitar qualquer contacto entre as pessoas - as equipas deixaram de apertar as mãos dos adversários antes dos jogos, os porteiros de alguns prédios deixaram de aceitar qualquer contacto físico (excepto se a pessoa passar o tal gel nas mãos, razão pela qual lá está sempre um frasquito em cima do balcão de atendimento), nos restaurantes viam-se pessoas que não queriam cumprimentar os amigos para evitar contacto físico (mas depois jantavam frente-a-frente)... Enfim, no início desta histeria houve de tudo... Um destes dias até fui a um museu e havia uns hand sanitizers espalhados por aqui e por ali, para as pessoas usarem livremente enquanto circulavam a ver as exposições...!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
O simples acto de lavar as mãos
Desde que começou a histeria da gripe suína, o plano adoptado pelos EUA foi simples: pôr os americanos a lavar as mãos!
Da Secretária à Estado aos vários médicos entrevistados ao longo das semanas, passando pelo Presidente Obama e por cientistas especializados em vírus e bactérias... não houve ninguém que não viesse recomendar, como medida n.º 1 contra a gripe suína, a lavagem constante das mãos.
A ideia foi, de tal maneira, levada a sério, que em muitas casas-de-banho públicas e privadas foram afixados cartazes a explicar como se devem lavar as mãos... Qual não é o meu espanto quando um dia vou à casa-de-banho da minha empresa e tenho "literatura" colada no vidro, em frente ao lavatório, sobre como lavar (eficazmente) as mãos! E o mesmo cartaz circulou por vários locais, inclusive aeroportos...
No meio disto tudo, e apesar de muito gozar com a medida, aprendi que foram precisas umas dezenas de anos para (finalmente) aprender a lavar (devidamente) as mãos... (Mãe, tu é que ias adorar esta medida! Não conheço ninguém que lave mais as mãos do que tu!)
É que, aparentemente, a coisa é mais complicada (e, principalmente, mais demorada) do que eu sempre achei... São precisos uns 20 segundos debaixo de água, a esfregar vigorosamente as mãos com o sabonete, seguido de limpeza completa (e não se deve tocar em nada até esse estado de secura absoluta das mãos) e até a torneira deve ser fechada com a toalha, em vez de ser com a mão!
Palavras para quê?! Está visto que quem escreveu estes cartazes nunca testou a sua teoria na prática! Primeiro, não existe sabonete que resista a meia dúzia de segundos debaixo de água, entre esfreganços de mãos, quanto mais 20 segundos! Depois, já se sabe que ninguém seca por completo as mãos - é meio secar e meio limpar às calças, e siga para bimbo, especialmente em locais públicos! E, por último, quem é que fecha a torneira sem ser com a mão?? Se a torneira não for daquelas que desligam automaticamente, está tudo tramado!
Resultado... as empresas que fabricam toalhas de papel e sabonetes é que lucraram a valer com esta nova mania! É que agora já não há quem não repita a dose de sabonete, por via das dúvidas, ou não use o dobro das toalhas de papel (nem há balde de casa-de-banho que resista à dose anormal de toalhas de papel usadas por dia)! Mais a água que se gasta, naqueles 20 segundos e 2 ou 3 ensaboadelas...!
Da Secretária à Estado aos vários médicos entrevistados ao longo das semanas, passando pelo Presidente Obama e por cientistas especializados em vírus e bactérias... não houve ninguém que não viesse recomendar, como medida n.º 1 contra a gripe suína, a lavagem constante das mãos.
A ideia foi, de tal maneira, levada a sério, que em muitas casas-de-banho públicas e privadas foram afixados cartazes a explicar como se devem lavar as mãos... Qual não é o meu espanto quando um dia vou à casa-de-banho da minha empresa e tenho "literatura" colada no vidro, em frente ao lavatório, sobre como lavar (eficazmente) as mãos! E o mesmo cartaz circulou por vários locais, inclusive aeroportos...
No meio disto tudo, e apesar de muito gozar com a medida, aprendi que foram precisas umas dezenas de anos para (finalmente) aprender a lavar (devidamente) as mãos... (Mãe, tu é que ias adorar esta medida! Não conheço ninguém que lave mais as mãos do que tu!)
É que, aparentemente, a coisa é mais complicada (e, principalmente, mais demorada) do que eu sempre achei... São precisos uns 20 segundos debaixo de água, a esfregar vigorosamente as mãos com o sabonete, seguido de limpeza completa (e não se deve tocar em nada até esse estado de secura absoluta das mãos) e até a torneira deve ser fechada com a toalha, em vez de ser com a mão!
Palavras para quê?! Está visto que quem escreveu estes cartazes nunca testou a sua teoria na prática! Primeiro, não existe sabonete que resista a meia dúzia de segundos debaixo de água, entre esfreganços de mãos, quanto mais 20 segundos! Depois, já se sabe que ninguém seca por completo as mãos - é meio secar e meio limpar às calças, e siga para bimbo, especialmente em locais públicos! E, por último, quem é que fecha a torneira sem ser com a mão?? Se a torneira não for daquelas que desligam automaticamente, está tudo tramado!
Resultado... as empresas que fabricam toalhas de papel e sabonetes é que lucraram a valer com esta nova mania! É que agora já não há quem não repita a dose de sabonete, por via das dúvidas, ou não use o dobro das toalhas de papel (nem há balde de casa-de-banho que resista à dose anormal de toalhas de papel usadas por dia)! Mais a água que se gasta, naqueles 20 segundos e 2 ou 3 ensaboadelas...!
American Idol
Esta semana cumpri mais um dos rituais-tipicamente-americanos... assisti (finalmente!) a um episódio do famoso American Idol! O American Idol é, provavelmente, o programa mais visto de sempre (e estamos a falar de um país com muita cultura televisiva, particularmente a nível de reality shows), que arrasta multidões como nenhum outro, que consagra heróis, que serve continuamente de rampa de lançamento a vários aspirantes a artista.
A informação disponível sobre o programa é tanta e tão constantemente actualizada e divulgada que eu, mesmo não querendo, todos os dias sou inundada de notícias sobre quem foi recentemente expulso, quem são os favoritos, quem está à frente nos downloads na net, quem foi mais visto no youtube nessa semana... e acreditem, isto não me interessa mesmo nada!
Esta semana, completamente por acaso, calhou estar em frente à tv (e no canal certo) quando a semi-final do American Idol começou - foi quando pensei que era desta!
O programa foi praticamente todo dedicado às reportagens feitas quando os 3 candidatos (entretanto reduzidos a 2 no final desse episódio) foram passar um fim-de-semana à terra natal, após todas estas semanas de concurso. Até aqui tudo bem, pensei eu - vamos ver a reunião dos filhos com os pais e os irmãos, os amigos do liceu e os colegas de faculdade, num ambiente familiar, pacato e caseiro, para recarregar baterias a tempo da final.
Nada mais longe da verdade... voaram em jets particulares, foram conduzidos em limousines para todo o lado, com direito a escolta policial e tudo, tinham eventos agendados em lugares estratégicos de cada cidade - o estádio de futebol, o pavilhão do liceu.
E, claro, multidões de milhões e milhões à beira da estrada, a pedir autógrafos, a exigir fotos com o ídolo, a arrancar cabelos e gritar de emoção... jovens e crianças em estado de total desespero emocional, meio em choro meio em histeria, com declarações de amor escritas em cartazes. Como se se tratasse do Brad Pitt ou da Angelina Jolie (continua a ser o casal que mais vende revistas).
Um dos candidatos, aliás, dizia que tinha ficado particularmente impressionado - a sua cidade não tem mais do que 40 ou 50 mil habitantes e a multidão que o esperava no estádio local ultrapassava os 20 mil...
E tudo isto por causa de uns tipos que até têm jeito para cantar, verdade seja dita, mas que eram ilustres desconhecidos até há bem pouco tempo... e, de repente, passaram a ídolos de milhões. Ah, e canções propriamente ditas dos candidatos durante aquela hora de programa... houve uma! tudo o resto foi... espectáculo, gerir o tempo, alimentar a fama!
A informação disponível sobre o programa é tanta e tão constantemente actualizada e divulgada que eu, mesmo não querendo, todos os dias sou inundada de notícias sobre quem foi recentemente expulso, quem são os favoritos, quem está à frente nos downloads na net, quem foi mais visto no youtube nessa semana... e acreditem, isto não me interessa mesmo nada!
Esta semana, completamente por acaso, calhou estar em frente à tv (e no canal certo) quando a semi-final do American Idol começou - foi quando pensei que era desta!
O programa foi praticamente todo dedicado às reportagens feitas quando os 3 candidatos (entretanto reduzidos a 2 no final desse episódio) foram passar um fim-de-semana à terra natal, após todas estas semanas de concurso. Até aqui tudo bem, pensei eu - vamos ver a reunião dos filhos com os pais e os irmãos, os amigos do liceu e os colegas de faculdade, num ambiente familiar, pacato e caseiro, para recarregar baterias a tempo da final.
Nada mais longe da verdade... voaram em jets particulares, foram conduzidos em limousines para todo o lado, com direito a escolta policial e tudo, tinham eventos agendados em lugares estratégicos de cada cidade - o estádio de futebol, o pavilhão do liceu.
E, claro, multidões de milhões e milhões à beira da estrada, a pedir autógrafos, a exigir fotos com o ídolo, a arrancar cabelos e gritar de emoção... jovens e crianças em estado de total desespero emocional, meio em choro meio em histeria, com declarações de amor escritas em cartazes. Como se se tratasse do Brad Pitt ou da Angelina Jolie (continua a ser o casal que mais vende revistas).
Um dos candidatos, aliás, dizia que tinha ficado particularmente impressionado - a sua cidade não tem mais do que 40 ou 50 mil habitantes e a multidão que o esperava no estádio local ultrapassava os 20 mil...
E tudo isto por causa de uns tipos que até têm jeito para cantar, verdade seja dita, mas que eram ilustres desconhecidos até há bem pouco tempo... e, de repente, passaram a ídolos de milhões. Ah, e canções propriamente ditas dos candidatos durante aquela hora de programa... houve uma! tudo o resto foi... espectáculo, gerir o tempo, alimentar a fama!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Discursos
Como já vem sendo tradição, várias Universidades convidaram o actual Presidente dos EUA para fazer o discurso de encerramento dos seus cursos de graduate (grad) students (ou seja, alunos de doutoramento, mestrado ou qualquer outro grau académico pós-licenciatura americana). Até aqui, nada de novo.
Mas já se sabe que os americanos não vivem sem controvérsias... Por isso, 2 temas têm dominado a imprensa americana nos dias que correm, a propósito destes discursos:
Alguns estudantes da Univ do Arizona, onde Obama iniciou ontem a sua saga de discursos de pompa e circunstância, contestaram o seu curriculum para ser escolhido como discursador-mor, dizendo que ele ainda não atingiu na vida um estatuto académico-profissional que justifique a escolha do seu nome (aparentemente, ser Presidente do país não lhes chega...).
Por isso, a Universidade decidiu não lhe atribuir um título honorário - mas para não abrir (por completo) as hostilidades, anunciou que vai criar um programa de bolsas de estudo com o nome Obama...
Claro que, bem-disposto como ele é, Obama foi logo o 1º a gozar com a situação, dizendo que a mulher dele concorda plenamente com a ideia de que ele ainda tem muitas coisas para realizar na vida, e que, aliás, tem uma lista preparada em casa à espera dele ...
Entretanto no próximo domingo é a vez da prestigiada Universidade de Notre Dame. Sendo esta uma Universidade Católica, tem havido imensa contestação por causa das convicções pessoais de Obama face ao aborto, diferentes da posição rígida da Igreja. Políticos e religiosos têm debatido à exaustão este tema, nos últimos dias, na CNN.
Mas já se sabe que os americanos não vivem sem controvérsias... Por isso, 2 temas têm dominado a imprensa americana nos dias que correm, a propósito destes discursos:
Alguns estudantes da Univ do Arizona, onde Obama iniciou ontem a sua saga de discursos de pompa e circunstância, contestaram o seu curriculum para ser escolhido como discursador-mor, dizendo que ele ainda não atingiu na vida um estatuto académico-profissional que justifique a escolha do seu nome (aparentemente, ser Presidente do país não lhes chega...).
Por isso, a Universidade decidiu não lhe atribuir um título honorário - mas para não abrir (por completo) as hostilidades, anunciou que vai criar um programa de bolsas de estudo com o nome Obama...
Claro que, bem-disposto como ele é, Obama foi logo o 1º a gozar com a situação, dizendo que a mulher dele concorda plenamente com a ideia de que ele ainda tem muitas coisas para realizar na vida, e que, aliás, tem uma lista preparada em casa à espera dele ...
Entretanto no próximo domingo é a vez da prestigiada Universidade de Notre Dame. Sendo esta uma Universidade Católica, tem havido imensa contestação por causa das convicções pessoais de Obama face ao aborto, diferentes da posição rígida da Igreja. Políticos e religiosos têm debatido à exaustão este tema, nos últimos dias, na CNN.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Curiosidades Gastronómicas
Quando vou ao supermercado, já não tenho aquele stress de ter de meter as compras no saco ao mesmo tempo que tiro a carteira e trato do pagamento - aqui, as compras são ensacadas pelo próprio caixa ou, muitas vezes, por outro empregado que apenas está encarregue dessa tarefa (e viva o luxo destes supermercados americanos!).
Além disso, as verduras estão sempre impecavelmente arrumadas nas arcas frigoríficas, por tipo e cores, e são sempre super luzidias (depois lá percebi que isso se deve ao sistema tipo rega que, de forma cronometrada e automática, borrifa água para cima dos vegetais de x em x tempo).
Mas os meus preferidos são os restaurantes...
Nos restaurantes americanos o cliente tem sempre razão e os seus desejos são (mesmo) ordens. Todos os ingredientes são alteráveis a pedido do cliente - ex: a sobremesa do dia do menu fixo pode sempre ser alterada, a salada pode vir com mais ou menos ingredientes do que os listados no menu, o molho pode ser diferente ou vir à parte ou ser feito de maneira especial para acomodar qualquer paladar....
Ora isto a propósito da seguinte história que me contaram um destes dias e que eu achei o máximo: estava o meu chefe a jantar num restaurante de sushi quando entrou uma senhora que disse não gostar de arroz nem de peixe (sendo que esses são os 2 ingredientes chave do sushi!)... e o chefe de cozinha lá teve de inventar qualquer coisa à pressão, sem arroz nem peixe, mas ainda assim dentro do mundo do sushi, porque a senhora não abdicou de jantar num restaurante de sushi apesar dos seus gostos bem particulares...!
Além disso, as verduras estão sempre impecavelmente arrumadas nas arcas frigoríficas, por tipo e cores, e são sempre super luzidias (depois lá percebi que isso se deve ao sistema tipo rega que, de forma cronometrada e automática, borrifa água para cima dos vegetais de x em x tempo).
Mas os meus preferidos são os restaurantes...
Nos restaurantes americanos o cliente tem sempre razão e os seus desejos são (mesmo) ordens. Todos os ingredientes são alteráveis a pedido do cliente - ex: a sobremesa do dia do menu fixo pode sempre ser alterada, a salada pode vir com mais ou menos ingredientes do que os listados no menu, o molho pode ser diferente ou vir à parte ou ser feito de maneira especial para acomodar qualquer paladar....
Ora isto a propósito da seguinte história que me contaram um destes dias e que eu achei o máximo: estava o meu chefe a jantar num restaurante de sushi quando entrou uma senhora que disse não gostar de arroz nem de peixe (sendo que esses são os 2 ingredientes chave do sushi!)... e o chefe de cozinha lá teve de inventar qualquer coisa à pressão, sem arroz nem peixe, mas ainda assim dentro do mundo do sushi, porque a senhora não abdicou de jantar num restaurante de sushi apesar dos seus gostos bem particulares...!
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