terça-feira, 1 de julho de 2008

E ainda...

O museu da indústria e ciência cativou-nos do início ao fim, entre a mina de carvão subterrânea (até andámos naqueles "comboios" debaixo de terra), o submarino alemão capturado em segredo durante a 2ª Guerra Mundial pelos americanos e "arrastado" até Chicago no fim da guerra, o avião da United, os pintaínhos (literalmente) a nascerem à frente dos nossos olhos, os carros, comboios, coches e um monte de outras coisas que só mesmo vendo...




No final, nada melhor do que um cheesecake e uns drinks num dos edifícios mais carismáticos (e altos) de Chicago, a apreciar a vista do lounge no 96º andar...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Como diriam os Coldplay... Viva la vita!

Mais uma visita, mais um pretexto para “viver” Chicago a todo o vapor, entre shows de stand-up comedy, jogos de baseball (esse desporto interessante... mas um estádio cheio de mística!), festas de anos 80 (que saudades das festas da Comuna...), bares de blues e de jazz, jantares e copos.

Nas palavras do próprio, Chicago tem um McDonald’s em cada esquina e muitos parques deslumbrantes (é engraçado ver as características da cidade que saltam à vista em cada uma das pessoas que me visita), mas no fim do dia acho que nos divertimos bastante e fiquei com pena que o tempo passasse tão depressa.

Aqui ficam umas fotos tiradas no museu da indústria e ciência, onde passámos umas horas bem agradáveis.




(o André a fazer de galã ao lado do submarino alemão)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Visitas

E o ritmo de visitas não pára (já percebi que Junho é mesmo um mês apetecível neste domínio, e calha mesmo bem, porque é um mês excelente para se viver Chicago).

O fds passado lá andei a fazer de guia turística à Alex, a minha amiga francesa que mora em S. Francisco (depois de ela me ter feito apaixonar por S.F., não quis ficar atrás e fiz questão de lhe mostrar todos os encantos – no tempo disponível - de Chicago).

Calcorreámos a cidade de uma ponta a outra, até quase à exaustão física, e tirámos partido da “boa vida” de Chicago, entre compras, jantares, ida ao bar de blues (um clássico que não poderia faltar, claro está) e passeios ao longo do lago a culminar em daiquiris de morango e petiscos ao fim da tarde no bar/barco da praia.

E daqui a poucos dias estará por cá mais uma visita, que vem passar a próxima semana por terras chicaguenses e, esperemos, apaixonar-se de imediato pela windy city.

E agora que o EURO acabou para nós...

Teve, pelo mesmo, a parte positiva de me ter permitido conhecer mais 2 ou 3 portugueses a viver por cá (com quem me cruzei no bar irlândes onde costumo ir ver os jogos de futebol), pelo que os meus contactos com a comunidade lusa crescem a olhos vistos!

Ah, e estes também são (como eu) representantes da classe trabalhadora, ao contrário da grande maioria dos tugas que conheço por cá, que fazem parte da vida académica.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Blues Fest

O 25º aniversário do festival de blues de Chicago teve lugar entre os dias 5 e 8 de Junho, e acolheu milhares de fãs que se deslocaram ao Grant Park para ver - ao vivo e a cores – os grandes monstros desse estilo musical que está íntima e indistintamente ligado à história da própria cidade.

Esforços não foram poupados na organização deste festival, que tem sido um marco importante da cidade de Chicago desde o seu início, pelo que 5 palcos foram montados e horas a fio de boa (e relaxante) música foram proporcionadas, de forma totalmente gratuita - como já vem sendo apanágio destas grandes manifestações culturais de Chicago – a quem se deslocou (e por lá ficou...) durante 4 intensivos dias de música e convívio.

A fechar o festival, nada melhor do que o rei – não, não foi o regresso do Elvis, mas sim do B.B.King, esse monstro sagrado do blues que interrompeu gentilmente a sua reforma para nos proporcionar momentos inesquecíveis de “boa-onda” musical.

Foi um fim de tarde perfeito, com o sol a cair lentamente no horizonte, a lua a emergir de forma suave, um punhado de bons músicos a tocar blues, e milhares de pessoas espalhadas pela relva do Grant Park a apreciar (devidamente) o momento, num ambiente saudavelmente relaxado e de bem com a vida, onde cada um se exprimia como bem lhe apetecia ao som da música.


PS – E nessa tarde rendi-me às evidências e comprei “a cadeira da praxe”, que por cá ninguém vem para os festivais sem a casa inteira atrás! Não se admirem se no próprio festival eu já tiver a geleira portátil também! Afinal... em Roma, sê romano.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Impact Day

Uma vez por ano, a empresa decide contribuir de forma (ainda mais) activa para a comunidade de Chicago (e de todas as outras cidades americanas nas quais temos escritório) e os seus empregadores (aqueles que se voluntariam para tal) dedicam o dia aos vários projectos sociais que nos são dados a escolher e que, aliás, são propostos e desenvolvidos pelos próprios.


O difícil é, na verdade, escolher o projecto, entre as muitas dezenas de opção, mas no meu caso foi tarefa fácil, já que alguns dos meus amigos decidiram unir-se a uma organização sem fins lucrativos chamada America Scores e ajudar uma das escolas carenciadas de Chicago a ter um espaço expressamente dedicado ao futebol, uma vez que esta organização se dedica a promover a integração e o desenvolvimento de crianças e jovens na escola e na comunidade através do futebol (sim, sim, o “nosso” futebol, curiosamente, e não a versão americana).

Mais apropriado não poderia ter sido, até porque o Impact Day ocorreu, exactamente, no dia anterior ao início oficial do EURO 2008 (o tal evento que por aqui está a passar ao lado... inacreditável...), pelo que nos deslocámos à escola para limpar o recreio e marcar e pintar um jogo de futebol, que servirá agora de palco à organização de um torneio entre escolas.



O dia passou a correr (na verdade, acabou até um pouco mais cedo do que o esperado, já que começou a chuver no momento exacto em que acabámos de pintar a nossa obra de arte no chão do recreio da tal escola... felizmente, a pintura sobreviveu) e o convívio com os miúdos foi muito agradável (difícil foi explicar-lhes que não precisávamos de ajuda a pintar, porque as trinchas e as tintas fizeram mais sucesso imediato do que o campo em si!), pelo que no próximo ano podem novamente contar comigo para um qualquer projecto social do género.

Americanices

Por altura de receber as segundas visitas – desta vez, o meu pai e uns amigos da família – lá fui confrontada com alguns sinais de “integração” no american way of life, desde a adaptação aos novos sinais luminosos para peões (entre a luz verde e a luz vermelha há um estado intermédio que, hoje em dia, já consigo calcular com algum grau de certeza, mas não foi fácil convencer o meu pai a confiar nisso), à quantidade enorme de comida em cada prato de restaurante (vá lá, ainda acho isso um desperdício, mas já estou bem mais habituada), passando pelos arranha-céus de mais de 50 andares (banalíssimo, hoje em dia) e os luxos dos prédios residenciais (piscina, ginásio... tudo gratuito).

Mas nada perturba mais o sistema de um lusitano do que o sistema das gorjetas na América!

Primeiro que tudo, há que aprender o costume em cada ramo de negócio, a fim de perceber qual a percentagem razoável de gorjeta que se deve deixar (cabeleireiros é 20%, restaurantes é entre 15% e 20%, táxis depende do valor em causa, guias turísticos é 2 ou 3 dólares por casal/pequeno grupo, nos bares é comum deixar 1 dólar por cada bebida pedida...), tarefa já de si nada fácil para quem se está a estrear neste “negócio” de viajar para os States.

Depois, há que vencer a ideia de que a gorjeta é apenas devida quando o serviço prestado é muito bom e merece ser recompensado - horas e horas já perdi eu a tentar explicar a quem me vem visitar que a gorjeta por cá é vista como uma parte integrante do preço, e que então se pode, dentro de uma margem aceitável, escolher dar uma percentagem maior ou menor em função de se ter ficado, ou não, particularmente agradado com o serviço em causa.

E nestas pequenas coisas se vê como a cultura do país que escolhemos para viver se vai, lentamente, imiscuindo em nós.