As notícias sobre os 3 tornados que varreram a Virgínia, sem qualquer aviso prévio, esta semana, e que deixaram um rasto de destruição impressionante, lembrou-me a experiência da passada 6f.
Estava eu no aeroporto de Chicago a comer qualquer coisa e a fazer tempo para apanhar o avião para Seattle, quando começo a ouvir uns rumores de que nenhum avião estava autorizado a levantar vôo, pelo menos, durante a hora seguinte (sendo que o meu avião deveria descolar dali a uns 30 ou 40 minutos), pelo que me dirigi para a porta de embarque para tentar confirmar a informação. E, de facto, todo o movimento do aeroporto estava suspenso por tempo indeterminado...
Atrasos e cancelamentos de vôos são muito frequentes em Chicago, quer pelo clima, quer pelo intenso tráfego aéreo da região, um dos mais movimentados do mundo, mas parar todo o aeroporto sem ser em dia de tempestade imensa de neve ou nevoeiro cerrado, já me parecia muito estranho.
Quando eu perguntei a razão de ser de tal procedimento, fui olhada com um ar de incredulidade que me fez sentir ainda mais pequena do que sou mas, de facto, eu devia ser a única pessoa, até àquela data, que ainda não tinha olhado pela janela...
E lá fora era este o cenário, completamente de um momento para o outro... rajadas de ventos fortíssimos, chuva intensíssima, uma trovoada pavorosa e uns raios que pareciam vir das nuvens até ao chão. Alerta de tornado, pelos vistos (que me estava a passar completamente ao lado porque nem se destinava a Chicago e, realmente, passou por nós muito lateralmente), e que obrigou todos os serviços exteriores do aeroporto a recolherem de imediato ao interior do edifício.
Assim que amainou um pouco, pudémos embarcar e seguir viagem - o comandante do avião ainda nos preparou para um cenário de grandes "abananços" nos primeiros minutos de vôo, mas até foi relativamente tranquilo. E acabou por ser (apenas) um atraso de 1h, o que até não foi nada mau, atendendo às circunstâncias (tirando o facto de eu não ter conseguido entrar em contacto com o meu "motorista de serviço", que aproveitou para pôr a leitura em dia enquanto esperava por mim em Seattle).
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
E as principais atracções de Seattle...
Seattle - Fotos I
SEATTLE
A underground city surpreendeu pela positiva:
- Grande harmonia com a natureza - quer os espaços verdes e lagos da própria cidade (confesso que não sabia nada da geografia de Seattle), quer as cadeias montanhosas que a rodeiam e que são tão propícias à prática de desportos ao ar livre;
- Grande harmonia com o seu passado – a cidade deve o seu nome a um chefe índio dominante na região, e conservou vários vestígios tribais, desde estátuas (cuja variedade é tão grande, que é difícil imaginar outra cidade que tenha estátuas do troll ao lenine, passando pelos índios...) a nomes de ruas e bairros que mal se conseguem pronunciar;
- Grande harmonia com o desenvolvimento – os fundadores da Microsoft têm “carregado” a cidade às costas em termos de patrocínios para as mais variadas coisas; a principal Universidade (de Washington) é enorme e tem grande reputação, mesmo fora do Estado; o espírito empreendedor da cidade tem como grande símbolo a criação da cadeia Starbucks;
- Espírito liberal, free-style, pouco preconceituoso, underground, a vários níveis, nomeadamente cinematográfico e musical, mas também em termos de moda, de estilos de vida, de preocupações ecológicas, de escolhas sexuais (S. Francisco tem a fama de ser uma cidade gay, Seattle não lhe fica atrás, aparentemente).
Sábado foi dedicado à “baixa da cidade”, com direito a churrasco à noite em casa de mais um representante da comunidade tuga no estrangeiro e respectiva passagem por 2 ou 3 locais típicos da noite, e domingo foi mais relaxado, entre o típico brunch americano e um passeio descontraído (ainda que à chuva) pelo campus universitário e por zonas mais residenciais da cidade.
O fds acabou, portanto, por ser uma combinação perfeita de visita turística + “ter um cheirinho” de (verdadeira) vida local.
- Grande harmonia com a natureza - quer os espaços verdes e lagos da própria cidade (confesso que não sabia nada da geografia de Seattle), quer as cadeias montanhosas que a rodeiam e que são tão propícias à prática de desportos ao ar livre;
- Grande harmonia com o seu passado – a cidade deve o seu nome a um chefe índio dominante na região, e conservou vários vestígios tribais, desde estátuas (cuja variedade é tão grande, que é difícil imaginar outra cidade que tenha estátuas do troll ao lenine, passando pelos índios...) a nomes de ruas e bairros que mal se conseguem pronunciar;
- Grande harmonia com o desenvolvimento – os fundadores da Microsoft têm “carregado” a cidade às costas em termos de patrocínios para as mais variadas coisas; a principal Universidade (de Washington) é enorme e tem grande reputação, mesmo fora do Estado; o espírito empreendedor da cidade tem como grande símbolo a criação da cadeia Starbucks;
- Espírito liberal, free-style, pouco preconceituoso, underground, a vários níveis, nomeadamente cinematográfico e musical, mas também em termos de moda, de estilos de vida, de preocupações ecológicas, de escolhas sexuais (S. Francisco tem a fama de ser uma cidade gay, Seattle não lhe fica atrás, aparentemente).
Sábado foi dedicado à “baixa da cidade”, com direito a churrasco à noite em casa de mais um representante da comunidade tuga no estrangeiro e respectiva passagem por 2 ou 3 locais típicos da noite, e domingo foi mais relaxado, entre o típico brunch americano e um passeio descontraído (ainda que à chuva) pelo campus universitário e por zonas mais residenciais da cidade.
O fds acabou, portanto, por ser uma combinação perfeita de visita turística + “ter um cheirinho” de (verdadeira) vida local.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Underground
Daqui a umas horas estou de partida para Seattle!!!
PS - Curiosamente, parece que lá vai estar mais frio do que aqui durante o fds...
PS - Curiosamente, parece que lá vai estar mais frio do que aqui durante o fds...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Palavras Mágicas
Uma das primeiras coisas que aprendi quando me mudei para cá foi que os americanos não vivem sem "surveys".
Ao contrário do que, em geral, acontece na Europa, aqui é muito importante ter feedback imediato e constante de tudo, por forma a melhorar ao máximo o serviço prestado ao cliente (aqui o cliente tem MESMO sempre razão).
Por isso, para tudo há um inquérito de satisfação a preencher: qualquer compra (online ou nas lojas) de roupa, livros, acessórios para a casa, aluguer de filmes e tudo o mais que possam imaginar - até uma pela simples ida ao supermercado fazer as compras do mês - dão "direito" ao preenchimento de um inquérito, por norma muito rápido e prático, para que as pessoas não desistam quando vêem o seu conteúdo, e normalmente seguido de qualquer tipo de "recompensa" (estes inquéritos nunca são obrigatórios, naturalmente, por isso há que motivar os clientes).
Por outro lado, os americanos são também completamente viciados em "descontos".
Não há nada que se pretenda comprar para o qual não exista um vale de desconto algures, normalmente em sites na internet, mas muitas vezes até são cupões colocados nas caixas de correio, pelo que os americanos não pagam / compram nada que não tenha sido sujeito a qualquer tipo de desconto algures.
De facto, quando é "dia de compras", ninguém sai de casa sem ter impresso da internet uns quantos cupões de desconto das lojas onde se pretende ir;
Em determinadas lojas, muitas vezes basta fazer um "choradinho" para nos fazerem 10% desconto (normalmente equivalente aos tais cupões acessíveis a todos na net);
Muitos serviços são (teoricamente) cobrados (apenas) a 70% do valor total dos honorários (ainda que, na prática, aqueles 70% correspondam, por vezes, à totalidade do valor, sem que os clientes o saibam);
As lojas têm secções permanentes de produtos em saldo e, para além disso, ainda "oferecem" dias extraordinários de saldos a propósito de tudo (Dia dos Presidentes, Thanksgiving Day, Memorial Day...).
É uma mentalidade económico-financeira diferente...
Ao contrário do que, em geral, acontece na Europa, aqui é muito importante ter feedback imediato e constante de tudo, por forma a melhorar ao máximo o serviço prestado ao cliente (aqui o cliente tem MESMO sempre razão).
Por isso, para tudo há um inquérito de satisfação a preencher: qualquer compra (online ou nas lojas) de roupa, livros, acessórios para a casa, aluguer de filmes e tudo o mais que possam imaginar - até uma pela simples ida ao supermercado fazer as compras do mês - dão "direito" ao preenchimento de um inquérito, por norma muito rápido e prático, para que as pessoas não desistam quando vêem o seu conteúdo, e normalmente seguido de qualquer tipo de "recompensa" (estes inquéritos nunca são obrigatórios, naturalmente, por isso há que motivar os clientes).
Por outro lado, os americanos são também completamente viciados em "descontos".
Não há nada que se pretenda comprar para o qual não exista um vale de desconto algures, normalmente em sites na internet, mas muitas vezes até são cupões colocados nas caixas de correio, pelo que os americanos não pagam / compram nada que não tenha sido sujeito a qualquer tipo de desconto algures.
De facto, quando é "dia de compras", ninguém sai de casa sem ter impresso da internet uns quantos cupões de desconto das lojas onde se pretende ir;
Em determinadas lojas, muitas vezes basta fazer um "choradinho" para nos fazerem 10% desconto (normalmente equivalente aos tais cupões acessíveis a todos na net);
Muitos serviços são (teoricamente) cobrados (apenas) a 70% do valor total dos honorários (ainda que, na prática, aqueles 70% correspondam, por vezes, à totalidade do valor, sem que os clientes o saibam);
As lojas têm secções permanentes de produtos em saldo e, para além disso, ainda "oferecem" dias extraordinários de saldos a propósito de tudo (Dia dos Presidentes, Thanksgiving Day, Memorial Day...).
É uma mentalidade económico-financeira diferente...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Vida nova
E agora que a Primavera chegou e as temperaturas parecem quase de Verão, a cidade ganha nova vida:
- Vêem-se várias pessoas a ir de bicicleta para os respectivos empregos;
- As ruas andam cheias de gente;
- As mulheres andam todas de sandálias e havaianas (pronto, já andavam antes, é verdade, mas ao menos agora faz sentido...);
- A temperatura exterior é mais alta que a temperatura no escritório;
- Os passeios, nas ruas, passaram a ter metade do tamanho, porque tudo quanto é restaurante, bar ou café expandiu os seus domínios para o domínio público (do passeio).
E, claro, já se sai do escritório com luz do dia, o que faz toda a diferença... Viva a Primavera!
- Vêem-se várias pessoas a ir de bicicleta para os respectivos empregos;
- As ruas andam cheias de gente;
- As mulheres andam todas de sandálias e havaianas (pronto, já andavam antes, é verdade, mas ao menos agora faz sentido...);
- A temperatura exterior é mais alta que a temperatura no escritório;
- Os passeios, nas ruas, passaram a ter metade do tamanho, porque tudo quanto é restaurante, bar ou café expandiu os seus domínios para o domínio público (do passeio).
E, claro, já se sai do escritório com luz do dia, o que faz toda a diferença... Viva a Primavera!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)