Poucas empresas / marcas estão tão enraizadas na cultura americana (e na percepção que o resto do mundo tem da América) como o Starbucks, esse "gigante" que estende os seus tentáculos um pouco por todo o lado e sem o qual o american way of life seria certamente diferente.
Foi, por isso, com surpresa que comecei a ler e ouvir umas notícias sobre os efeitos da crise (também) no Starbucks.
De facto, parece que a empresa tem vindo a ressentir-se das novas tendências no "mundo do café", quer a nível externo - várias marcas têm vindo a apostar em café de cada vez melhor qualidade, controlando culturas e processos de fabrico (agora até o McDonald's tenta competir neste mercado com o seu premium coffee); quer a nível interno, já que a empresa chegou à conclusão que as inúmeras lojas abertas por esse país fora têm tido o efeito de criar concorrência umas às outras (com uma loja literalmente em cada esquina, talvez não seja de estranhar...).
Por isso, o Starbucks anunciou publicamente que vai "desacelerar" a sua política de expansão e, inclusive, fechar algumas lojas e, paralelamente, fez algumas "mexidas" a nível do corpo directivo (que, na prática, se traduziram em mudar 1 ou 2 pessoas de posto, dentro do grupo).
Escusado será dizer que estas "intenções" e "mexidas-fantoche" tiveram, de imediato, o resultado esperado: as acções do Starbucks subiram em flecha!!!
No entanto, a verdadeira notícia-Starbucks aconteceu no início desta semana, quando a empresa, num acto provavelmente sem precedentes, decidiu fechar as suas lojas a nível nacional para proporcionar um treino (online) aos seus funcionários.
Assim, TODAS AS LOJAS NA AMÉRICA estiveram fechadas na passada 3f durante três (intermináveis, para muitos americanos) horas...
Claro que não se falou de outra coisa nessa tarde, e o Starbucks ganhou (mais uns) 15 minutos de fama!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
SF
E dia 7 de Março embarco para um fds prolongado em... SÃO FRANCISCO!!! :-)
Para recordar os bons velhos tempos em que as temperaturas eram decentes e a cidade em que eu vivia tinha 7 colinas!
Para recordar os bons velhos tempos em que as temperaturas eram decentes e a cidade em que eu vivia tinha 7 colinas!
"Esculturas" de Gelo
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Óscares - Parte II
E, já agora, um desabafo...
O que se passa com esta Academia, que se sabia orgulhosa e teimosamente americana, de horizontes assumidamente estreitos (naquilo que neste país pode ser "estreito", apesar da sua imensidão de perder de vista o horizonte) e tendências imparciais, e que agora premeia actrizes francesas (num filme inteiramente francês, sobre uma das mais famosas francesas de sempre) com o Óscar de melhor actriz, continua a atribuição dos mais importantes galardões da noite a actores espanhóis e ingleses, reconhece o valor (intelectualmente original e revigorante) dos irmãos Coen, homenageia Martin Scorcese, atribui o galardão de melhor filme a esse estimulante e não-comercial Crash, nomeia filmes que explicitamente colocam em causa a sexualidade dos (sagrados) cowboys americanos...?
Já agora, só falta dar um Óscar ao Johnny Depp pelos seus papéis (sempre excepcionais!) de um qualquer filme do Tim Burton...! E, aí, é que eu teria de me beliscar para ter a certeza de não estar a sonhar acordada! :-)
PS - Ou seja, nem a proximidade com Hollywood me permitiu melhorar o (in)sucesso das previsões dos Óscares...
O que se passa com esta Academia, que se sabia orgulhosa e teimosamente americana, de horizontes assumidamente estreitos (naquilo que neste país pode ser "estreito", apesar da sua imensidão de perder de vista o horizonte) e tendências imparciais, e que agora premeia actrizes francesas (num filme inteiramente francês, sobre uma das mais famosas francesas de sempre) com o Óscar de melhor actriz, continua a atribuição dos mais importantes galardões da noite a actores espanhóis e ingleses, reconhece o valor (intelectualmente original e revigorante) dos irmãos Coen, homenageia Martin Scorcese, atribui o galardão de melhor filme a esse estimulante e não-comercial Crash, nomeia filmes que explicitamente colocam em causa a sexualidade dos (sagrados) cowboys americanos...?
Já agora, só falta dar um Óscar ao Johnny Depp pelos seus papéis (sempre excepcionais!) de um qualquer filme do Tim Burton...! E, aí, é que eu teria de me beliscar para ter a certeza de não estar a sonhar acordada! :-)
PS - Ou seja, nem a proximidade com Hollywood me permitiu melhorar o (in)sucesso das previsões dos Óscares...
Óscares - Parte I
E pronto... Assim se passou mais uma edição dos famosos Óscares de Hollywood.
A única a que (até à data) assisti de fio a pavio, completamente imbuída do espírito e integrada na comunidade (maioritariamente) americana, povoada, aqui e ali, como pequenas "ovelhas negras", por alguns estrangeiros, a começar por mim e pela minha amiga neo-zelandesa.
Deste lado da costa, também se celebrou devidamente o espírito hollywoodesco: o meu boss organizou uma festa a preceito, pelo que tivémos direito a convite formal, traje de gala (para quem quis), passadeira vermelha pelas escadas acima, estrelas (miniaturas) do Hall of Fame no chão, inúmeros bolos alusivos ao tema, decorações temáticas pela casa (fitas de rolos de filmes pendurados nas janelas, pequenos quadros com fotos e frases cinematográficas famosas), apostas, estatuetas de óscar feitas de chocolate...

A única a que (até à data) assisti de fio a pavio, completamente imbuída do espírito e integrada na comunidade (maioritariamente) americana, povoada, aqui e ali, como pequenas "ovelhas negras", por alguns estrangeiros, a começar por mim e pela minha amiga neo-zelandesa.
Deste lado da costa, também se celebrou devidamente o espírito hollywoodesco: o meu boss organizou uma festa a preceito, pelo que tivémos direito a convite formal, traje de gala (para quem quis), passadeira vermelha pelas escadas acima, estrelas (miniaturas) do Hall of Fame no chão, inúmeros bolos alusivos ao tema, decorações temáticas pela casa (fitas de rolos de filmes pendurados nas janelas, pequenos quadros com fotos e frases cinematográficas famosas), apostas, estatuetas de óscar feitas de chocolate...

Enfim, Hollywood dentro de um pequeno / grande apartamento num tranquilo e sedutor bairro chicaguense, e todos nós a sentirmo-nos a fazer parte daquele ambiente de fantasia, como se o Jon Stewart estivesse a falar directamente para nós e o Clooney estivesse sentado na cadeira do lado.
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